Wednesday, March 15, 2006

Felicidade Espalhada

Realmente, o Tiago falou algo que eu considero certo, ao mesmo tempo que o Henrique também disse algo válido. Sim, Tiago, não há tempo na sociedade atual: têm-se que trabalhar, ganhar dinheiro, estudar. O tempo para "Carpe Diem" está cada vez menor. Porém, eu devo concordar com o Henrique de que pode-se achar prazeres melhores em outros lugares. O nível de desespero ou tristeza para tomar drogas depende de cada pessoa, mas eu creio que é um dos fatores essenciais na ATUAL sociedade para se tomar drogas, porque temos uma campanha anti drogas abrangente e manipuladora.
Porém, eu creio que sua pergunta acaba sendo um pouco sem sentido. Eu não creio - não concordo - que as gerações passadas viviam mais felizes e mais saudáveis. Quanto à felicidade, sempre dependeu do ponto de vista de cada pessoa, mas numa época de guerras - 1ª, 2ª, Guerra Fria - e de ditadura, o povo não vivia tão feliz. Não havia ainda, no passado um pouco mais distante, dois movimentos chamados Hippie e Rock'n Roll que vieram para destruir as barreiras anti drogas. A Igreja era, por si (e desculpem se eu estiver falando algo errado, podem corrigir), contra as drogas, mas não mostrava nenhum motivo científico - como morte de neuronios, da pessoa e dependencia - mas sim mais religioso. A partir desses movimentos, essa barreira foi quebrada, e não se pode culpar as pessoas da época, visto que não havia nenhum tipo de conhecimento científico, e era bom, gostoso, prazeiroso. Numa sociedade já oprimida por governos e religiões, isso se espalhou. Hoje a situação muda, porque há informação. Quanto à saúde, eu tenho certeza de que hoje as pessoas são muito mais saudáveis, porque existem diversas coisas protegendo isso: direitos trabalhistas (isso é, a chance de você se danificar no trabalho é muito menor), muitíssimo mais vacinas, cirurgias, remédios, métodos preventivos.
O ponto que eu quis chegar, e acabei não enxergando o ponto do Henrique sobre ter coisas muito melhores que drogas, era que tudo isso, não importava como, podia acabar de repente. A vida pode sempre acabar do nada, é esse o meu ponto. Porém, é uma chance ainda muito grande dela continuar. E as drogas? Elas podem destruir todo esse futuro.
Sim, ser feliz agora, mudar o mundo agora. Às vezes, porém, parecemos (e somos) incapacitados por algo. Que seja uma emoção ou por uma situação. Ser feliz agora às vezes parece impossível, porque há algo nos tragando para baixo, e o que mais parece certo é sair disso rapidamente. Ser feliz agora talvez então não seja o certo. Talvez as drogas não sejam certas por trazer a felicidade a qualquer custo. Talvez, às vezes, é necessário viver a tristeza como se vive a felicidade. Pedir uma vida feliz sempre pode ser covardia ou medo, seja pedindo essa felicidade às drogas ou a qualquer outra coisa. Se eu morrer? Eu estava apenas vivendo. Fiz o que eu deveria, querendo isso ou não.

Não existe uma vida totalmente feliz. E não deve existir. Essa ilusão nos parece certa talvez porque vivemos felizes na infância. Porque vemos pessoas felizes na televisão, e até mesmo topamos com ela na escola, no trabalho, em qualquer lugar. Muitas delas estão felizes, mas muitas delas sempre estão. Estar feliz me parece inteligente. Viver sempre feliz como um bobo me parece vazio, sem sentido, uma vida incompleta, que não viveu um lado. Não que devamos nos afundar na tristeza - isso nunca - , mas devemos buscar forças em nós mesmos, e superar isso por nós mesmos. Para sermos mais completos.
Aliás, as drogas também fazem parte disso. Mas a tristeza a se pagar para o equilíbrio talvez possa ser grande demais. E as drogas debilitam nossa força para superá-la, acabando assim nos tragando para um buraco.

E não tenho mais nada a falar por agora.

Monday, March 13, 2006

O Que o Amanhã Guarda

Talvez uma pergunta fácil. Difícil. O que o amanhã segura?
A vida é repleta de inconstâncias, e o homem trabalhou, há muito tempo, para tentar diminuí-las. Ser senhor de si mesmo. Prolongar sua vida. Desenvolveu antibióticos, remédios, cirurgias, vacinas, e por que não, religiões, para aumentar sempre sua força e sua longevidade. O homem, desse modo, se deu à prioridade de sempre alongar o máximo sua vida.
Porém, ao mesmo tempo que ele aumentou a vida de muitos, também as diminuiu. Diminuiu no tempo de real vivência; aqueles momentos que fazem valer a pena viver um dia, uma semana, um mês, um ano. Porém, isso inicialmente não era levado em conta. O objetivo era viver. Para essas coisas existia o amor humano: viva bastante, o seu próximo viverá bastante, e a vida sempre será vivida.
Talvez esse pensamento até esteja certo, mas temos que ver que o homem nunca se tornou e creio que nunca se tornará senhor de seu próprio destino. Amanhã eu posso não acordar. Semana que vem. Mês que vem. Ano que vem. E então? E todas as vezes que eu deixei de viver, por negar algo, simplesmente porque talvez, em 20 ou 30 anos eu possa sofrer as conseqüências. Será que eu vou estar vivo para sofrer as conseqüências?
A probabilidade é grande e pequena. Vou estar vivo? Vou estar morto? Eu gostaria de estar vivo, e isso deveria me trazer para o lado em que eu devo prolongar minha vida. Porém, como eu disse acima, não sou o senhor total do meu destino. Fazendo parte do equilíbrio no qual eu acredito, eu sei que, de certo modo, eu devo fazer algum mal a mim mesmo algumas vezes, para ter um prazer momentâneo mas talvez uma conseqüência grave mais tarde. O maior objetivo, eu creio, seja saber dosar isso. Saber errar. E ao mesmo tempo, nunca planejar.
Drogas, cigarros, bebidas, remédios; todos cheios de seus efeitos colaterais. Eu, em minha vida, já experimentei de alguns deles. Não sou um viciado, mas não posso dizer que não deixo de ter vontade. Às vezes, ao enfrentar uma pressão, minha mente tem que se estabilizar lembrando que é justamente nesses momentos que eu Não devo fazê-lo. Vai deixar de ser, ao meu ver, um prazer para ser uma ajuda. Eu, felizmente, não tenho tanto acesso simples aos supracitados, então, mesmo se algum dia minha vontade em não fazê-lo falhe, vai ser difícil eu tê-los em mãos. Talvez então, quando eu tiver a chance, eu já tenha me restabelecido em ordem e não necessite mais dele, o que então me dá a chance de poder fazê-lo sem culpa nem tantos efeitos colaterais.
Amanhã eu posso acordar em outro mundo. Ou não acordar. Mas eu também posso acabar, em 20 anos, tendo dois filhos maravilhosos, uma esposa do mesmo modo, e uma vida simples e feliz. Posso ser alguém famoso, ou um político importante, que ajude a melhorar o mundo. Só que, na vida, temos que dividir nossa atenção para nós mesmos também, nosso próprio prazer, não se importando somente com os outros. Não estragando o futuro o suficiente para que seja muito doloroso. Nem estragando o presente deixando de vivê-lo.

(heating the engines)

Friday, March 10, 2006

hááá

Finalmente, apos dias de embate como mostro da virtualidade , ei-lo aqui domado e me permitindo postar. Espero que continue assim, bonzinho e simpatico.
Que venha o braimstorm e que ele seja produtivo, tanto para os que escrevem como para os que leem

Ahh obvio, que as vezes me escapa pelos dedos, sou Daniela, de SP, alguns devem me conhecer ja, aos que não, muito prazer

Thursday, March 02, 2006

E aqui também, yo

E aqui é João Carlos, pronto para uma "brainstorm" azeitada. Enquanto Murilo é o viking, eu sou o dançarino do caos, 1/2 sábio e 1/2 tolo. Estou aqui para a parte dos surtos necessários, mas com teor! Felicidades a todos

Wednesday, March 01, 2006

Apresentação

Boa noite, aqui é Murilo "Túrin" Grizi falando, diretamente de Campinas/SP.
Farei uma rápida introdução do blog pro pessoal.
O blog S.C. é baseado em opiniões diferentes - juntas. Algum dos membros posta um texto, o outro concorda ou não, postando outro texto depois dele - posts, não comentários - explicando por que que não concorda ou reforçando os argumentos.
Sejam bem vindos. Espero que role muito sangue ;)