O Que o Amanhã Guarda
Talvez uma pergunta fácil. Difícil. O que o amanhã segura?
A vida é repleta de inconstâncias, e o homem trabalhou, há muito tempo, para tentar diminuí-las. Ser senhor de si mesmo. Prolongar sua vida. Desenvolveu antibióticos, remédios, cirurgias, vacinas, e por que não, religiões, para aumentar sempre sua força e sua longevidade. O homem, desse modo, se deu à prioridade de sempre alongar o máximo sua vida.
Porém, ao mesmo tempo que ele aumentou a vida de muitos, também as diminuiu. Diminuiu no tempo de real vivência; aqueles momentos que fazem valer a pena viver um dia, uma semana, um mês, um ano. Porém, isso inicialmente não era levado em conta. O objetivo era viver. Para essas coisas existia o amor humano: viva bastante, o seu próximo viverá bastante, e a vida sempre será vivida.
Talvez esse pensamento até esteja certo, mas temos que ver que o homem nunca se tornou e creio que nunca se tornará senhor de seu próprio destino. Amanhã eu posso não acordar. Semana que vem. Mês que vem. Ano que vem. E então? E todas as vezes que eu deixei de viver, por negar algo, simplesmente porque talvez, em 20 ou 30 anos eu possa sofrer as conseqüências. Será que eu vou estar vivo para sofrer as conseqüências?
A probabilidade é grande e pequena. Vou estar vivo? Vou estar morto? Eu gostaria de estar vivo, e isso deveria me trazer para o lado em que eu devo prolongar minha vida. Porém, como eu disse acima, não sou o senhor total do meu destino. Fazendo parte do equilíbrio no qual eu acredito, eu sei que, de certo modo, eu devo fazer algum mal a mim mesmo algumas vezes, para ter um prazer momentâneo mas talvez uma conseqüência grave mais tarde. O maior objetivo, eu creio, seja saber dosar isso. Saber errar. E ao mesmo tempo, nunca planejar.
Drogas, cigarros, bebidas, remédios; todos cheios de seus efeitos colaterais. Eu, em minha vida, já experimentei de alguns deles. Não sou um viciado, mas não posso dizer que não deixo de ter vontade. Às vezes, ao enfrentar uma pressão, minha mente tem que se estabilizar lembrando que é justamente nesses momentos que eu Não devo fazê-lo. Vai deixar de ser, ao meu ver, um prazer para ser uma ajuda. Eu, felizmente, não tenho tanto acesso simples aos supracitados, então, mesmo se algum dia minha vontade em não fazê-lo falhe, vai ser difícil eu tê-los em mãos. Talvez então, quando eu tiver a chance, eu já tenha me restabelecido em ordem e não necessite mais dele, o que então me dá a chance de poder fazê-lo sem culpa nem tantos efeitos colaterais.
Amanhã eu posso acordar em outro mundo. Ou não acordar. Mas eu também posso acabar, em 20 anos, tendo dois filhos maravilhosos, uma esposa do mesmo modo, e uma vida simples e feliz. Posso ser alguém famoso, ou um político importante, que ajude a melhorar o mundo. Só que, na vida, temos que dividir nossa atenção para nós mesmos também, nosso próprio prazer, não se importando somente com os outros. Não estragando o futuro o suficiente para que seja muito doloroso. Nem estragando o presente deixando de vivê-lo.
(heating the engines)
A vida é repleta de inconstâncias, e o homem trabalhou, há muito tempo, para tentar diminuí-las. Ser senhor de si mesmo. Prolongar sua vida. Desenvolveu antibióticos, remédios, cirurgias, vacinas, e por que não, religiões, para aumentar sempre sua força e sua longevidade. O homem, desse modo, se deu à prioridade de sempre alongar o máximo sua vida.
Porém, ao mesmo tempo que ele aumentou a vida de muitos, também as diminuiu. Diminuiu no tempo de real vivência; aqueles momentos que fazem valer a pena viver um dia, uma semana, um mês, um ano. Porém, isso inicialmente não era levado em conta. O objetivo era viver. Para essas coisas existia o amor humano: viva bastante, o seu próximo viverá bastante, e a vida sempre será vivida.
Talvez esse pensamento até esteja certo, mas temos que ver que o homem nunca se tornou e creio que nunca se tornará senhor de seu próprio destino. Amanhã eu posso não acordar. Semana que vem. Mês que vem. Ano que vem. E então? E todas as vezes que eu deixei de viver, por negar algo, simplesmente porque talvez, em 20 ou 30 anos eu possa sofrer as conseqüências. Será que eu vou estar vivo para sofrer as conseqüências?
A probabilidade é grande e pequena. Vou estar vivo? Vou estar morto? Eu gostaria de estar vivo, e isso deveria me trazer para o lado em que eu devo prolongar minha vida. Porém, como eu disse acima, não sou o senhor total do meu destino. Fazendo parte do equilíbrio no qual eu acredito, eu sei que, de certo modo, eu devo fazer algum mal a mim mesmo algumas vezes, para ter um prazer momentâneo mas talvez uma conseqüência grave mais tarde. O maior objetivo, eu creio, seja saber dosar isso. Saber errar. E ao mesmo tempo, nunca planejar.
Drogas, cigarros, bebidas, remédios; todos cheios de seus efeitos colaterais. Eu, em minha vida, já experimentei de alguns deles. Não sou um viciado, mas não posso dizer que não deixo de ter vontade. Às vezes, ao enfrentar uma pressão, minha mente tem que se estabilizar lembrando que é justamente nesses momentos que eu Não devo fazê-lo. Vai deixar de ser, ao meu ver, um prazer para ser uma ajuda. Eu, felizmente, não tenho tanto acesso simples aos supracitados, então, mesmo se algum dia minha vontade em não fazê-lo falhe, vai ser difícil eu tê-los em mãos. Talvez então, quando eu tiver a chance, eu já tenha me restabelecido em ordem e não necessite mais dele, o que então me dá a chance de poder fazê-lo sem culpa nem tantos efeitos colaterais.
Amanhã eu posso acordar em outro mundo. Ou não acordar. Mas eu também posso acabar, em 20 anos, tendo dois filhos maravilhosos, uma esposa do mesmo modo, e uma vida simples e feliz. Posso ser alguém famoso, ou um político importante, que ajude a melhorar o mundo. Só que, na vida, temos que dividir nossa atenção para nós mesmos também, nosso próprio prazer, não se importando somente com os outros. Não estragando o futuro o suficiente para que seja muito doloroso. Nem estragando o presente deixando de vivê-lo.
(heating the engines)

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